Agregados Familiares
6. AGREGADOS FAMILIARES
O Quadro 6.1 mostra o número médio de pessoas nos agregados familiares, segundo área de residência e grandes grupos de idade. O número médio total de pessoas por agregado é de 4.1; para as áreas urbanas este valor é de 4.6 e para as rurais é de 4.0. Esta medida foi dividida em duas partes: o número médio de crianças por agregado (menores de 15 anos) e o número médio de adultos por agregado (15 anos e mais). O primeiro valor é um indicador aproximado da fecundidade do agregado; o segundo, entretanto, é mais um indicador da complexidade da composição dos agregados, isto é, da tendência dos adultos para alargar os agregados nucleares no lugar de constituir os seus próprios. O número médio de menores por agregado é de 1.8 e de adultos 2.3. Nas áreas urbanas os valores respectivos são 2.0 e 2.6 pessoas e nas rurais 1.8 e 2.2 pessoas. Ainda que a fecundidade seja maior nas áreas rurais, o número de crianças por agregado é um pouco menor que nas urbanas. Isto parece ser o resultado da elevada mortalidade na infância prevalecente nos sectores rurais (ver Secções 2 e 3). Uma segunda explicação pode ser a elevada frequência de casamento precoces nas áreas rurais (ver Secção 5). O número médio de adultos por agregado observado no sector rural é também menor que no urbano. Neste último, é mais dispendioso do que no sector rural que pessoas ou famÃlias estabeleçam ou mantenham agregados independentes. Isto implicaria, por sua vez, um maior número de pessoas vivendo com seus ascendentes ou parentes colaterais nas áreas urbanas do que nas rurais, onde a formação ou manutenção de agregados seria economicamente mais viável e funcional. No sector rural, a machamba é a base da produção agrÃcola e da organização social do trabalho, o que pressupõe uma dispersão da mão de obra. Ao contrário, nas áreas urbanas, precisa-se de uma mão de obra mais concentrada.
O Quadro 6.2 mostra a distribuição percentual dos agregados familiares por área de residência, segundo tipo. O agregado nuclear, constituido por um casal com ou sem filhos, é a forma mais frequente de arranjo familiar na maioria das sociedades. Em
| QUADRO 6.1: Número médio de membros nos agregados familiares segundo área de residência e grandes grupos de idade, Moçambique, 1997 |
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Groupos de idade e área de residência |
Numero médio de membros |
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Total |
4.1 |
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Menos de 15 anos |
1.8 |
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15 anos e mais |
2.3 |
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Urbana |
4.6 |
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Menos de 15 anos |
2.0 |
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15 anos e mais |
2.6 |
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Rural |
4.0 |
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Menos de 15 anos |
1.8 |
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15 anos e mais |
2.2 |
| QUADRO 6.2: Distribuição percentual dos agregados familiares(a) por área de residência segundo tipo, Moçambique, 1997 |
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Tipo de agregado familiar |
Percentagem | ||
| Total | Urbano | Rural | |
|
N(000) |
3,634.6 | 935.7 | 2,698.9 |
|
Total |
100.0 | 100.0 | 100.0 |
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Unipessoal |
10.3 | 9.9 | 10.5 |
|
Monoparental (b) |
13.8 | 10.9 | 14.8 |
|
Masculino |
1.3 | 1.6 | 1.2 |
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Feminino |
12.5 | 9.3 | 13.6 |
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Nuclear |
42.6 | 33.3 | 45.8 |
|
Com filhos |
33.3 | 27.0 | 35.5 |
|
Sem filhos |
9.3 | 6.3 | 10.4 |
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Alargado (c) |
33.0 | 45.5 | 28.7 |
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Outro |
0.3 | 0.4 | 0.2 |
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Notas: |
a) Incluem-se os agregados familiares que vivem em habitações particulares e colectivas (só hoteis e pensões) |
| b) Agregado familiar monoparental: famÃlia com um dos pais | |
| c) Agregado familiar alargado: famÃlia nuclear com ou sem filhos e um ou mais parentes |