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INQUERITO AOS ORCAMENTOS FAMILIARES 2014/15 PRINCIPAIS RESULTADOS

Os dados do Inquérito aos Orçamentos Familiares (IOF), operação estatística realizada em 2014 e 2015, revelam que os Agregados Familiares residentes no País gastaram em média 6.924,00 MT mês, o equivalente a 1.406,00 Meticais por pessoa, sendo que a média por mês da área urbana situou-se acima da média nacional com 11.889,00 Meticais (2.360,00 Meticais per capita) e a da área rural abaixo com 4.654,00 Meticais (956,00 Meticais per capita). A despesa média mês da área urbana é mais que o dobro da área rural. Esta informação foi divulgada esta quarta-feira, 30 de Dezembro de 2015, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), durante a apresentação dos Resultados daquela operação estatística.

Os dados ontem apresentados, quando desagregados por província mostram que as Províncias de Maputo e Maputo Cidade têm despesas médias mensais muito acima da média nacional com 14.865,00 Meticais e 25.912,00 Meticais, respectivamente. As Províncias da Zambézia e Nampula tiveram as despesas médias mensais mais baixas com 3.749,00 e 4.123,00 Meticais, respectivamente Aliás, este comportamento verificou-se também nos dois inquéritos anteriores.

De acordo com Cassiano Soda Chipembe, Director das Estatísticas Demográficas, Vitais e Sociais, a despesa mensal per capita em Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas ronda os 500,00 Meticais, o equivalente a 2.463,00 Meticais por agregado familiar. Do mesmo modo, verfifica-se que cerca 35,6% das despesas realizadas foram direccionadas para a aquisição de produtos alimentares e representam uma diminuicao em 15,8 pontos percentuais relativamente a 2008/09.

Da análise dos resultados por area de residencia, o IOF apurou a existência de diferenças na estrutura das despesas entre as áreas urbanas e rurais. Com eefeito, o nível de despesas em produtos alimentares e bebidas não alcoólocas em 2014/15 não difere muito. A população da area rural gastou 507,00 Meticais per capita e a da area urbana 488,00 Meticais.

 

Educação

De um modo geral, o analfabetismo tem vindo a reduzir gradualmente. A proporção de pessoas de 15 anos e mais anos que não sabem ler nem escrever passou de 49.9% em 2008/9 para 44.9% em 2014/15. Esta redução verifica-se para ambos os sexos e em todos os grupos de idade, excepto o grupo de 15 a 19 anos, que quase manteve a proporção de pessoas que não sabem ler nem escrever.

Analisando as taxas de analfabetismo por províncias, constata-se que tanto em 2008/9 quanto em 2014/15, a província de Cabo Delgado é a que apresenta a taxa mais elevada, enquanto Maputo Cidade ostenta a mais baixa. Em todas as províncias registou-se uma redução da taxa de analfabetismo de 2008/9 para 2014/15, excepto a província de Tete que tende a aumentar.

 

Saúde

O acesso a um posto de saúde, centro de saúde ou a um hospital, isto é, o número da população que percorre 30 minutos para aceder aos serviços sanitários experimentou um aumento substancial na ordem de 1.9 pontos percentuais, o mesmo acontecendo em relação uso dos mesmos serviços. que também registou um aumento, passando de 65.2% para 67.4%. Contudo, a necessidade ou seja, a população que esteve doente ou lesionada nas duas semanas de referência baixou ligeiramente, sendo de 14% para 12% da população no geral, enquanto que a satisfação pelos serviços reduziu drasticamente (de 72% para 53%).

Considera-se que um indivíduo tem acesso fácil às infra-estruturas de saúde, quando percorre a pé menos de 30 minutos para chegar a uma unidade sanitária mais próxima. Diz-se que determinado individuo teve necessidade de cuidados de saúde quando esteve doente ou foi vítima de ferimento, no período de referência (isto é, nas últimas duas semanas antes do inquérito). Refere-se ao uso dos serviços de saúde, quando uma pessoa consultou um agente da saúde, uma unidade sanitária, um curandeiro, farmácia, independentemente de estar doente ou não. Para a definição da satisfação em relação aos cuidados de saúde foram consideradas as pessoas que havendo consultado um agente da saúde, uma unidade sanitária, um curandeiro ou farmácia, afirmaram que não tiveram nenhum problema, isto é, ficaram satisfeitas com o serviço prestado.

Comparando os resultados deste inquérito com o realizado em 2008/9, usando a mesma metodologia, nota-se que a percentagem dos doentes que consultaram o Posto ou Centro de saúde baixou de 78.1% para 67.6%. Em contrapartida as consultas no hospital passaram de 12.7% para 22.3% dos que estiveram doente nas duas semanas de referência. Consultas no curandeiro passou de 4.4% em 2008/9 para 5.2% dos doentes em todo país em 2014/15.

 

Habitação

Cassiano Chipembe informou ainda que em geral, tanto em 2008/9 e assim como em 2014/15, o material predominante na edificação de habitações, nomeadamente a construção de paredes são paus maticados e adobe. Entretanto no mesmo período se registou o aumento de blocos de cimento e adobe e diminuição de paus maticados e caniço. Quanto ao material de cobertura, o capim continua a ser o material predominante com 60,2%, seguindo-se chapas de zinco, com 35,0%. No entanto, pode-se observar que o uso de capim está a reduzir gradualmente, dando lugar ao uso de chapas de zinco. Refira-se que de acordo com os dados do IOF 2008/9, as casas cobertas de capim representavam 69,8%; e os resultados do IOF 2014/15 mostram que esta percentagem reduziu para 60,2%. As casas cobertas de chapas de zinco, que em 2008/9 representavam 26,2%, passaram para 35,0% em 2014/15.

 

Água, saneamento e energia eléctrica

O IOF apurou ainda que de 2008/9 para 2014/15, registou-se um aumento de agregados familiares que utilizam água de fontes seguras (canalizada, fontenario, poço ou furo com bomba manual, agua em garrafa, nascentes protegidas e cisternas ou tanques moveis) passando de 40,5% para 50,9%.

Os dados do Gráfico 8, mostram que a maioria dos agregados familiares declarou não ter nenhuma casa de banho ou usar o mato para satisfazer as suas necessidades (37,5%), embora essa percentagem represente uma diminuição, uma vez que em 2008/9, esta foi de 49,3%.

No que se refere a distribuição dos agregados familiares por principal fonte de energia para iluminação, constata-se que a nível nacional, a pilha é a principal fonte de iluminação (39,7%), seguida de electricidade (24,8%) e lenha (14,2%). Sublinhe-se que durante o período que separa os dois inquéritos, registou-se aumento de electricidade como fonte de iluminação e redução de petróleo e lenha.

Para a realização deste inquérito foram seleccionados 11.628 Agregados Familiares, distribuídos proporcionalmente pelas províncias do Pais, sendo 6.380 na área urbanas e 5.248 na área rural.