Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

""

Ferramentas Pessoais

This is SunRain Plone Theme

Navigation

Você está aqui: Entrada / Sistema Estatístico Nacional avalia desempenho no 1º Semestre / Lançada base de dados georeferenciada de infraestruturas e demográficos

Lançada base de dados georeferenciada de infraestruturas e demográficos

Foi lançada esta Quinta-Feira, 20 de Junho corrente, um projecto de dados georreferenciados, que pretende apresentar informação relevante sobre as infraestruras económicas e sociais, existentes no território nacional. Designada base de “Dados Geo-Referenciados das Infraestruturas e Demográficos, para o Desenvolvimento, (GRID3 EM Inglês) a plataforma, pretende colocar à disposição das instituições e dos utilizadores interessados, uma ferramenta que irá contribuir para facilitar a tomada de decisões, quer por parte dos gestores do sector público, quer do sector privado, com base em factos reais.

Financiado pela fundação Bill e Melinda Gates, pelo reino Unido (departamento para o desenvolvimento internacional DFID). Este projecto é implementadao pelo Fundo das Nações Unidas para o desenvolvimento da População (FNUAP) e pelo WorldPop/Flowminder. Trata-se de um projecto coordenado pela universidade de Culumbia, Centro da Rede Internacional de Informação Científica da Terra (CIESIN).

Este projecto foi lançado sob o lema “Mapear um caminho para o desenvolvimento sustentável para todos”.

O objectivo principal do programa, é construir soluções de dados espaciais para alcançar as metas de desenvolvimento Sustentável. Para o efeito, e com base na informação recolhida pelo censo populacional, nomeadamente a informação georeferenciada, o programa centra a sua acção no mapeamento de assentamentos e de infraestruturas e, não menos importante, na criação de condições para o fortalecimento das capacidades técnicas das instituições públicas envolvidas na iniciativa.

De acordo com explicações colhidas junto da Direcção de Censos e Inquéritos, o GRID disponibiliza dados espaciais relevantes, sobre a localização das comunidades e das infraestruturas tais como, unidades sanitárias, escolas, fontes de abastecimento de água. Disponibiliza, igualmente, informação que permite avaliar as distâncias que os cidadãos percorrem, por exemplo, para alcançarem uma unidade sanitária ou um estabelecimento de ensino, ou uma fonte de água. Com base nesses dados, torna-se possível desenhar soluções de aproximação entre as infraestruturas e o cidadão. 

“Para assegurar a sustentabilidade de uma iniciativa desta envergadura, cujos resultados terão um impacto significativo, primeiro na elaboração de políticas públicas realistas e, segundo, junto das comunidades beneficiárias, é determinante o desenho e financiamento de programas de formação. É importante que o País passe a dispôr de um quadro de técnicos de cartografia de gabarito reconhecido, por forma a podermos responder aos desafios estratégicos de médio e longo prazos”, afirmou o Presidente do INE, Dr. Rosário Fernandes, na sua breve alocução, no lançamento da iniciativa, perante Directores, técnicos das Delegações Provinciais, entre outros quadros da instituição, representantes de alguns ministérios, Representante-Adjunta do FNUAP, Jenny Karlsen e a equipa executora do projecto, constituída por técnicos das Universidades de Columbia, Southamptom e do FNUAP.

Por seu turno, a Representante do FNUAP, Jenny Karlsen, começou por destacar, na sua intervenção, a colaboração de longa data, entre o INE e aquela agência da ONU, sublinhando de seguida o facto de as instituições precisarem de ferramentas para a avaliação das tendências demográficas, bem como as condições sócio-económicas, para a elaboração de estratégias de combate à pobreza.

Num outro passo, Jenny Karlsen acrescentou que ao nível nacional, o GRID procura “fortalecer a capacidade geoespacial nacional e promover uma coordenação eficaz entre os sectores do governo, doadores, sector privado, universidadese organizações não governamentais, na geração e uso desses dados para o desenvolvimento nacional”.

Para operacionalização do GRID no País, foi criado um conselho de coordenação, encabeçado pelo Presidente do INE e integrando representantes dos Ministérios da Saúde, Educação, Administração Estatal e Função Pública, Agricultura e Segurança Alimentar, Instituto Nacional de Gestão das Calamidades, Universidade Eduardo Mondlane e CENACARTA.