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Indicadores Básicos de Agricultura e Alimentação - Breves Comentários

Esta publicação apresenta os indicadores básicos de agricultura e alimentação dos últimos 5 anos, como alternativa da base de dados na plataforma online “CountryStat” produzida com fontes administrativas, mas descontinuada em 2019. A publicação não abrange todos indicadores cobertos como desejado, porque alguns requerem harmonização metodológica e outros ainda não são produzidos com regularidade pelos sectores.

A compilação desta publicação baseou-se na recolha e tratamento preliminar das bases de dados disponibilizadas pelas fontes administrativas dos sectores. A seguir, a equipa de produção fez a limpeza e validação de dados, resultando na publicação com 10 grupos de indicadores.

Nos indicadores socio-demográficos, destaca-se a população de Moçambique, como principal activo da produção, ao atingir a magnitude de 29,3 milhões de habitantes em 2019, 66,2% da qual vivia na área rural, e continuando concentrada em Nampula e Zambézia com 6,03 e 5,43 milhões de habitantes respectivamente.

O segundo indicador refere-se à insegurança alimentar aguda, cujo resultado indica um grande agravamento, ao partir de 3,6% em 2013 para 29,9% de famílias em 2019, um comportamento assumido também pela desnutrição aguda em crianças que de 1,9% em 2013 deteriorou-se para 12,3% em 2019.

Nos indicadores económicos, ressalta o peso do PIB do sector agrário a preços constantes, ano base de 2014, que estabilizou-se em torno de 23%, entre 2015 e 2019, tendo a respectiva taxa de crescimento registado 1,2% em 2019, abaixo da média nacional que foi de 2,3% face a 2018. O orçamento do estado alocado ao sector continuou abaixo de 10% em todo quinquénio, tendo-se fixado em 4,9% em 2019.

A mecanização agrícola, medida pelo número de tractores alocados pelo Fundo do Desenvolvimento Agrário ao sector privado para agricultura familiar, reduziu, ao partir de 361 em 2015 para 26 unidades em 2019. No entanto, a área lavrada pelos provedores deste serviço e os produtores beneficiados aumentaram 97% e 781% respectivamente entre 2015 e 2019.

O crédito concedido ao sector agrário manteve-se insignificante se comparado com o resto da economia ao corresponder a um peso de 3,65% em 2015 e 3,71% em 2019.

A produção per capita de cereais continuou baixa para garantir a segurança alimentar, ao registar 71 (Kg/hab) em 2015 e 94,3 kg em 2019. Para mandioca e batata-doce, a situação continuou bem e melhor com a produção per capita de 267 kg em 2015 e 336 kg em 2019. A produção das culturas de rendimento foi estável no período de referência, facto observado nas mudas de cajueiros produzidas em torno de 4,5 milhões em 2019. Os produtos pecuários apresentaram, ao longo do quinquénio, valores per capita baixos. Com efeito, a carne de frango registou uma produção per capita de 3,8 kg em 2019, partindo de 2,5 kg em 2015. Na produção de carne bovina, destacou-se a Província de Maputo com quase a metade da produção do País, 7 266 toneladas em 2019. Manica e Sofala destacaram-se na produção de leite de vaca ao deter 41,3 % e 25,1 % do total em 2019, respectivamente.

A produção de pescado per capita caiu para 11,6 em 2019, depois de 13,7 kg em 2018 e 12,4 kg em 2017. Contudo, ressalta-se a produção de peixe marinho com 177 071 toneladas em 2019 correspondentes a 59,5% de toda a produção do sector.

No comércio externo, evidencia-se a exportação de açúcar e produtos de confeitaria, com crescimento de 22,9% da contribuição na receita aduaneira de 2019.

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