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Dados do IOF servirão de base para avaliação da pobreza

Revela Presidente do INE “Os dados apurados pelo Inquérito sobre o Orçamento Familiar (IOF 2019/2020), que temos a honra de apresentar, servirão de base para a produção do relatório da avaliação da pobreza a ser produzido pelo Ministério de Economia e Finanças”, disse hoje, Sexta-Feira, a Presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), Dra Mónica Magaua, discursando na cerimónia de divulgação dos Resultados Definitivos daquela operação estatística.

Falando perante uma plateia constituída por quadros da instituição que dirige, bem como de representantes de organismos públicos e de parceiros de cooperação, a mais alta líde do INE, destacou ainda o facto de o estudo fornecer informação revelante para o acompanhamento da evolução das condições de vida da população residente em Moçambique.

A propósito, afirmou que a informação apurada constitui-se numa base para a revisão do conjunto de bens e serviços e dos ponderadores do actual Índice de Preços ao Consumidor, bem como para a actualização da estrutura e características de consumo dos Agregados Familiares e elementos essenciais para o calculo do Produto Interno Bruto, entre outros.

Num outro passo da sua intervenção a Presidente do INE disse que os dados revelam que dos 13 656 Agregados Familiares estimados para o inquérito, a taxa de cobertura foi de  97,7% que corresponde a 13 343 Agregados Familiares inquiridos. Comparativamente ao ao IOF anterior (2014/2915), a taxa de emprego passou de 67.2% para 74.8%; a taxa de desemprego reduziu de 20.7% para 17.5%. A taxa de analfabetismo passou de 44.9% para 39.9%. A percentagem de agregados familiares que usa água de fontes seguras para beber passou de 50.3% para 55.7%,

“Na área de saúde, a satisfação em relação ao uso dos serviços de saúde passou de 53.0% para 59.8%. Contudo, a demora no atendimento é reportado como um dos grandes problemas nos serviços de saúde. O acesso à energia para iluminação passou de 24.8% para 30.1%. Em relação aos redimentos das famílias, a receita média mensal por agregado familiar foi estimada em 8 916,00 Meticais, em termos nacionais. Em termos per capita, os dados mostram que a receita mensal situou-se na casa dos  1 946,00 Meticais. As províncias de Tete, Cidade de Maputo e Província de Maputo, apresentaram os níveis mais altos enquanto que as Províncias de Gaza, Cabo Delgado e Zambézia registaram níveis mais baixos.

Relativamente as Despesas do Consumo Final das Famílias, os dados do IOF 2019/20, revelam que os Agregados Familiares residentes no País tiveram em média, um gasto mensal de 8 108,00 MT, o equivalente a 1 695,00 Meticais por pessoa. Os mesmos dados revelam um aumento significativo quando comparados com o IOF-2014/15 no qual, a despesa média foi de 6 924,00 MT e a per capita foi de 1 406,00 MT.

Em jeito de contextualização, o Director de Censos e Inquéritos, Dr Alexandre Marrupi, informou que a recolha de dados sobre as condições de vida da população vem decorrendo desde 1991. Com efeito, naquele ano, ainda antes da criação do INE, foi realizada a primeira operação, designada IAF – Inquério aos Agregados Familiares. Naquele ciclo foram realizados 4 IAF’s – 1991-1992, IAF 1992-1993, IAF 1996-1997, e, finalmente em 2002-2003. Em 2008-2009, 2014-2015 e 2019-2020, foram realizadas três operações, já com a designação de Inquério sobre os Agregados Familiares.