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INE prossegue divulgação dos mapas cartográficos do censo 2017

• Mulotane testemunhou início do processo na Província de Maputo • Arranque do processo no País ocorreu em Junho último O Instituto Nacional de Estatística (INE) prosseguiu, na última Quinta-Feira a divulgação dos mapas cartográficos do Censo 2017, desta feita escalando a Província de Maputo. O ponta pé de saída teve lugar teve lugar na Sede da Localidade de Mulotane no Distrito de Boane. O evento, para o qual foram convidados representantes das autoridades locais, foi dirigido pela Secretária do Estado da Província de Maputo, Vitória Diogo e pela Presidente do INE, Dra Mónica Magaua. Entre outras individualidades, esteve presente na cerimónia, a Representante do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), Dra Andrea Wojnar, a Administradora do Distrito de Boane, Teresa Muhai, representantes do governo e da Assembleia Provincial e do Conselho Municipal da Vila de Boane.

Falando instantes após a entrega dos mapas, a Secretária do Estado da Província de Maputo, Dra Vitória Diogo, congratulou o INE pela produção e disseminação daqueles materiais, considerando-os importantes instrumentos de trabalho que irão contribuir para a planificação do desenvolvimento local. “Trata-se, do nosso ponto de vista, de dados dinâmicos, importantes para a evolução da sociedade. Como todos sabemos, a vida, ela própria, é dinâmica. Por isso, os dados são vitais, pois facilitam o trabalho de gestão das autoridades, dos empresários, nomeadamente na identificação do tipo de infraestruturas indispensáveis para o desenvolvimento”.

 

Aquela responsável destacou ainda o papel das estruturas locais durante o processo de produção dos mapas, apelando, por isso, para a necessidade da continuação do apoio na realização de diversasdiveras operações estatísticas do INE presentemente em curso, tal como o Inquérito aos Orçamentos Familiares (IOF 2019-2020), entre outras.

 

Falando durante a cerimónia, a Presidente do INE vincou o facto de ser a primeira vez que a instituição apresenta os resultados daquela que é a mais importante operação estatística em dois formatos, de forma simultânea: número da população e habitações e fotografias/mapas cartográficos com informações estratégicas tais como: unidades habitacionais, estabelecimentos de ensino, unidades sanitárias, antenas de telefonia móvel, vias de acesso, limites territoriais, entre outros dados.

 

“Todos este elementos estão georreferenciados, e irão facilitar a planificação das actividades do governo. A produção destes mapas resultou da colaboração de todos, nomeadamente responsáveis e comunidades em geral. Esperamos, pois, contar com a vossa colaboração noutras operações estatísticas presentes e futuras, tais como o IOF, COMSA – Sistema de Vigilância Comunitária de Eventos Vitais, IDS, Censo Agro Pecuário e de Pescas, entre outras”, enfatizou a responsável.

 

A Representante do UNFPA em Moçambique, Andrea Wojnar, começou por destacar a missão da instituição, de gestor do Fundo Fiduciário (Trust Fund) para o Censo de 2017, financiado por doadores de Trust Fund, nomeadamente os Governos de Suécia, Noruega, Itália, Reino Unido e Canadá, para mais adiante referirrefereir que os mapas ora em processo de apresentação,são um meio de informação poderoso. “De facto, são as ferramentas mais eficientes para visualizar padrões espaciais. Quando cuidadosamente projetados e apresentados, eles podem ajudar as pessoas a entender uma grande quantidade de informações num um piscar de olhos, e identificar distribuições e padrões que não são aparentes em outras formas de apresentação de dados. Se uma imagem vale mil palavras, então um mapa vale mil números”, frisou. Disse ainda que uma relação espacial entre áreas geográficas e informação estatística é particularmente importante para os dados do censo, que é a única fonte de dados populacionais representativos nos níveis mais baixos do espaço de Moçambique. 

 

Para aquela individualidade, um dos maiores recursos que os mapas cartográficos censitários fornecem, é que contam uma história maior de acesso de um indivíduo a um serviço crítico. Referiu ainda que com base nos dados do censo de 2017, 67 de cada 100 moçambicanos vivem nas zonas rurais. Enquanto isso, 33 de cada 100 vivem nas zonas urbanas. Ao traduzir esses dados em um mapa, o governo está a permitir que as pessoas, independentemente do seu nível de alfabetização, possam compreender as informações e usá-las para monitorar e avaliar políticas, planos e programas de desenvolvimento sustentável para o público. 

 

Nesta perspectiva, com base nos mapas em processo de disseminação, as autoridades governamentais saberão melhor onde edificar uma unidade sanitária para permitir as mães ter partos seguros porque o mapa irá mostrar onde há carência desse serviço, os utentes dessas infraestruturas irão conseguir saber a localização exata, por exemplo, de vários serviços sociais como unidades sanitárias, escolas e fontes de água. “Apenas com dados populacionais de alta qualidade e a capacidade de acesso e de uso desses dados, os governos serão capazes de planificar e medir o progresso em direção ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030”, referiu a Representante do UNFPA no País, para mais adiante referir que a divulgaçãodivulgaação dos mapas censitários é um capítulo do processo de disseminação dos dados do recenseamento que irá continuar através de outras atividades, tais como os 17 Estudos Temáticos em processo de preparação. ” Dados desagregados e geograficamente precisos são vitais para não deixar ninguém para trás”, enfatizou aquela individualidade. 

 

Lembre-se que o processo de disseminação destes materiais, teve início em Junho último tendo sido escalados todas as províncias com excepção da de Maputo. De acordo com responsáveis da Direcção de Censos e Inquéritos do INE, a cobertura do processo de disseminação dos mapas no País, atinge cerca de 80 por centos de todos os distritos do País.

 

Os mapas cartográficos censitários são produzidos por equipas de técnicos cartógrafos do INE, que seguem, para o efeito, os limites territoriais inferiores, designadamente abaixo das Localidades, nas zonas rurais e Quarteirões, nas cidades. Este tipo de produto é concebido com vista a propiciar a criação das chamadas Áreas de Enumeração, que são espaços sobre os quais é feita a recolha de dados dos Agregados Familiares durante os censos da população e habitação.