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Inquérito Nacional arrancou na Segunda-Feira

Indicadores Múltiplos

 

INQUÉRITO NACIONAL

ARRANCA SEGUNDA-FEIRA

 

Tem início em todo o País, no próximo dia 4 de Agosto do corrente ano, e com duração de três meses, o primeiro Inquérito Nacional sobre Indicadores Múltiplos, operação estatística que tem por objectivo recolher dados que permitam o acompanhamento da situação das crianças e mulheres em Moçambique.

 

Com base na informação a ser recolhida, tornar-se-à possível o monitoreio e avaliação dos impactos dos planos e programas concebidos para a área de saúde materno-infantil tendo em atenção as metas do PARPA II, Plano Quinquenal do Governo e os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio.

 

O arranque desta operação estatística que é realizada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em colaboração com o Ministério da Saúde (MISAU) e assistência do UNICEF, culmina um longo processo preparatório iniciado em Março último com a realização de um seminário de consulta a utilizadores e parceiros de cooperação, visando a obtenção de contribuições destinadas ao enriquecimento de manuais metodológicos que serão utilizados durante o inquérito.

 

O Inquérito irá abranger um total de 14.300 Agregados Familiares. Desta amostra serão entrevistadas aproximadamente 32.000 mulheres com idades compreendidas entre 15 e 49 anos e recolha de informação a cerca de 24.000 crianças menores de 5 anos de idade. Segundo o cronograma estabelecido espera-se que os resultados da consulta sejam divulgados em Abril do próximo ano.

 


Preparação das equipas de campo

 

Entretanto, no quadro dos preparativos visando a realização deste inquérito, foram já constituídas equipas de campo compostas por 122 Inquiridoras, 25 Antropometristas, 25 Controladoras e 11 Supervisores Provinciais. A preparação destes grupos de trabalho ocorreu na Cidade de Chimoio, Província de Manica e Bilene, Província de Gaza, em cursos que tiveram a duração de 4 semanas, entre finais dos meses de Junho e Julho, respectivamente. A formação ocorrida no Chimoio reuniu representantes das Províncias de Manica, Sofala, Tete, Zambézia e Nampula. No de Bilene estiveram presentes representantes de Maputo Província, Cidade de Maputo, Gaza, Inhambane, Niassa e Cabo Delgado.

 

No encerramento do curso decorrido no Bilene, o Presidente do INE, Dr. João Dias Loureiro, que dirigiu a cerimónia, chamou atenção para a importância dos dados a serem recolhidos no contexto dos actuais esforços de luta contra a pobreza absoluta, apelando, por isso, para um empenho responsável por parte das equipas que irão trabalhar no terreno.

 

A propósito disse que o inquérito “surge da necessidade premente de dados de acompanhamento da situação das crianças e mulheres em Moçambique, nomeadamente os relacionados com as vertentes de educação, planeamento familiar, saúde materno infantil, nutrição, imunização, saúde produtiva, HIV Sida, acesso a água, saneamento, condições da habitação, violência doméstica, trabalho infantil, entre outros aspectos. Por outro lado, esta informação vai permitir ao País poder realizar uma avaliação mais informada dos progressos que está realizando no âmbito dos Objectivos de Desenvolvimento do Milênio e dos ganhos da luta contra a pobreza, cujas metas e objectivos estão plasmados no PARPA”.

 

O mais alto dirigente do INE recomendou à Direcção do Inquérito  a todos níveis e ao pessoal de campo, um grande empenho, disciplina, cortesia e respeito no trato com os 14.496 agregados familiares abrangidos, bem como um alto sentido de responsabilidade e missão, para levarem a bom porto esta missão. “O Governo, os parceiros de cooperação e a sociedade em geral aguarda com muita expectativa os resultados deste importante inquérito, informação absolutamente necessária para o exercício das suas actividades, governativa, de promoção do desenvolvimento, do reforço da democracia e do exercício da cidadania”, acrescentou.

 

O Presidente do INE aproveitou a ocasião para de forma forma destacada, agradecer o UNICEF na sua qualidade de parceiro tradicional e de longa data, pelo excelente relacionamento existente e pela assistência que proporciona e que ajuda ao SEN a dar resposta ao pedido de informação estatística oficial relacionada com as matérias cobertas pelo MICS.

Os Indicadores

 

Refira-se que entre os principais indicadores a serem recolhidos durante a consulta, destacam-se as seguintes: Na área de Saúde: taxa de mortalidade de menores de cinco anos, taxa de mortalidade infantil, rácio de mortalidade materna, partos com assistência especializada, partos institucionais, prevalência de baixo peso, prevalência de malnutrição crónica, prevalência de malnutrição aguda, uso de fontes de água potável melhoradas, taxa de amamentação continuada, frequência de alimentação complementar, cuidados pré-natais, cobertura de vacinação contra a tuberculose, cobertura de vacinação contra a poliomielite.

 

Na área de Educação: frequência de educação pré-escolar, taxa líquida de ingresso no ensino primário, taxa líquida de escolarização no ensino primário e secundário, taxa de alfabetismo de adultos, índice de paridade de género.

 

No capítulo de protecção da criança: registo de nascimento, casamentos com idades inferiores a 15 e 18 anos, mulheres jovens com 15-19 anos actualmente casadas ou a viver maritalmente, poligamia, trabalho infantil, estudantes trabalhadores, trabalhadores estudantes.

 

No capítulo de HIV/SIDA: prevalência de órfãos e crianças vulneráveis, coerência escolar de órfãos versus não-órfãos, condições de vida da criança, malnutrição entre crianças órfãs e vulneráveis devido ao HIV/SIDA, apoio externo a crianças que ficaram órfãs e vulneráveis devido ao HIV/SIDA, conhecimento abrangente da prevenção do HIV/SIDA em jovens, atitude para com pessoas com HIV/SIDA, mulheres que sabem onde fazer o teste de HIV, conhecimento sobre a transmissão vertical do HIV, cobertura do aconselhamento para a prevenção da transmissão vertical do HIV.

 

Indicadores Adicionais: garantia da propriedade, durabilidade da habitação, agregado familiar, fonte de materiais, custo de materiais, necessidade de planeamento familiar não satisfeita, procura de planeamento familiar satisfeita, atitude para com a violência doméstica, deficiência infantil, entre outros.